CAMPANHA DO AGASALHO 2016

A ideia este ano é juntar esforços com apoiadores e entidades que visem diminuir a carência de roupas e cobertores para a população em situação de rua.

O objetivo é suprir as necessidades do povo que sofre as duras condições de vida na época mais fria do ano. Esta campanha tem o apoio dos trabalhadores e dos bares noturnos alternativos do centro da cidade que revertirão ingressos por peças de roupa e demais itens. Vamos aquece-los neste inverno!

A FALM e a SAJU, pela sua rede de apoio mobilizada se solidarizam na coleta para o movimento – MNPR.

Para mais informações

Rede de Apoio – FALM. frenteautonoma@riseup.net

SAJU – Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular da UFSC- junto com o Sempsi organizam os pontos de coleta no CFH, CCE, CSE e CTC da UFSC. Participe e aqueça aos outros nesse inverno!

MNPR – Movimento Nacional de Pessoas em Situação de Rua/SC
movimentopopsc@gmail.com

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MANIFESTAÇÃO DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA – SÃO JOSÉ/SC

Nesta sexta-feira (18/09) às 10hs da manhã, o MNPR-SC esteve presente na prefeitura municipal de São José para reivindicar os direitos subtraídos por parte do poder público. Em parte, a situação que já vem se precarizando ao máximo em relação aos dispositivos públicos, para as pessoas em situação de rua, como o Centro Pop, por exemplo, praticamente fechados, demonstram quais são os interesses da classe dominante. Reconhecer que estes dispositivos não podem funcionar adequadamente não justifica a ausência total de seu funcionamento mínimo.

A população em situação de rua sofre cotidianamente com a falta de espaços de abrigo, de recursos, alimentação (a PMSJ obteve a façanha de subsidiar um sanduíche por dia para cada morador!), assistência social digna, restaurante popular, além das denúncias de maus tratos nos centros de atendimento e violência policial. Essas são as reais circunstâncias em que essa população vive hoje, à mercê das migalhas do Estado e da sociedade. A mídia local vem fazendo seu papel sujo de culpabilizar o usuário desses serviços, alegando parcialmente o direito à fala de quem detém o poder, ou seja, entrevistando apenas o poder público, sequer convidando o movimento social para informar-se.

Assim, violadas todas as condições, o Movimento Nacional de População em Situação de Rua-SC, junto com apoiadores, advogadxs, SAJU, defensores públicos, Brigadas Populares e Frente Autônoma de Luta por Moradia, mostraram que o povo não está só e jamais se poderá subestimá-lo, à sua capacidade política de organização e força.

Sabemos que o chamado pra dialogar por parte da PMSJ se deve à nossa única ferramenta de luta: a ação direta mediante a pressão. Se o poder público e a elite acha que põe no bolso os mais pobres e alijados de direitos, enganou-se redondamente, pois estamos de olho! Dia 05 é prazo de entrega e abertura do novo Centro Pop de São José e nós estaremos lá para conferir parte de nossos direitos garantidos em lei.

Não vamos nos calar! Somos Sujeitos de DIREITO!

Movimento Nacional das Pessoas em Situação de Rua

Frente Autônoma de Luta por Moradia

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Ato Público em Defesa dos Direitos das Pessoas em Situação do Município de São José

Dia 18/09 sexta-feira às 10 hras da manhã, será realizado o Ato Público em Defesa dos Direitos das Pessoas em Situação do Município de São José.

O município está com todos os dispositivos públicos, para as pessoas em situação de rua, fechados ou com funcionamento mínimo. Violando, assim, a constituição federal brasileira, onde existe uma Política Nacional voltada para a determinada população.

Além disso, vem sendo apresentado na mídia uma visão distorcida da realidade. Onde culpabilizam os próprios moradores, por suas mazelas sociais. Esquecendo que somos frutos de uma sociedade desigual de direitos.

No mês de Agosto, protocolamos um documento na Prefeitura de São José, solicitando uma reunião para esclarecimento das inúmeras violações de direito. Se quer nos deram uma resposta!

Portanto, o movimento vem a público convocar a sociedade a estar junto nesse dia de luta! Pelo cuidado humanizado das pessoas em situação de rua!

Manifestação em repúdio às políticas de higienização, precarização, gentrificação, “direito à cidade”, criminalização e improbidade administrativa do poder público e seus órgãos “competentes”.

Não vamos nos calar! Somos Sujeitos de DIREITO!

Movimento Nacional das Pessoas em Situação de Rua – MNPR-SC

Frente Autônoma de Luta por Moradia

19 DE AGOSTO : DIA NACIONAL DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA

O ato de ontem (19/08/15) em Florianópolis, acompanhou uma articulação nacional em memória ao Massacre da Sé, de São Paulo em 2004. A consigna tirada no encontro de Foz de Iguaçu este ano era a luta por moradia, mas também outras pautas tão importantes como o combate à violência de abordagem policial e discriminação da população em situação de rua em geral.

Entre as demandas específicas do Movimento Nacional de População em Situação de Rua de Santa Catarina (MNPR-SC) destacadas estão a discussão central em torno do papel que deveria exercer a Assistência Social durante as abordagens da população, onde houveram denúncias de práticas coercivas junto com a PM, a utilização do Centro Pop (espaço de acolhimento e referência pra atendimento, São José/Fpolis/Palhoça/Biguaçu) como lugar de repressão, destinado a exercício do abuso de poder, precarização do seu equipamento social, falta de políticas públicas municipais para atendimento, saúde, falta de vagas para moradia, a ausência de políticas habitacionais para pessoas de baixa renda, falta de capacitação dos profissionais das áreas de atendimento, e devido ao corte de recursos, falta de infraestruturas.

A população de rua na Grande Fpolis, entre cadastrados e não-cadastrados estipula-se em aproximadamente mil pessoas.

Violência

Além disso, já houveram audiências públicas junto com o MP-SC, Polícia Militar-SC e Guarda Municipal de Florianópolis na tentativa de dialogar com essas entidades, na questão da violência exercida nas operações noturnas, que claramente caracterizam a política de higienização social patrocinada pelas elites locais, empresariais sob o aval do poder público. As operações da GMF tem sido constantes e em muitas vezes usadas como artifício de limpeza das ruas, discriminatória e xenófoba. Vários são os relatos de agressão física e psicológica, onde perseguição e retaliação são, por vezes, comuns.

A criação recente da Ronda Ostensiva Municipal de Florianópolis (ROMU) deixa muito evidente o tipo de política solucionista para a criminalização da pobreza no município. Uma espécie de bope da GM anda pelas ruas à noite para combater o tráfico. Devemos questionar, qual o papel da GM afinal? Qual a função da PM e Civil? O Curso de Ações Táticas (CAT) forma “agentes” especializados que dizem “cumprir missões de natureza não convencionais e habilidades específicas do cotidiano”. Não é o que estamos vendo. O que é “ostensiva”? Esses “profissionais” estão preparados e capacitados para atender a população em situação de extrema vulnerabilidade social? Atender mães, crianças, jovens, idosos, pessoas com sérios problemas de saúde, sem-teto, sem alimentação adequada, usuários de drogas? Com o fechamento do Centro de Referência de Direitos Humanos (CRDH) da capital, o problema do acompanhamento e denúncia estão cada vez mais difíceis de serem feitos.

A ROMU em sua página no facebook, a mesma tipologia de entidade em outras cidades, utiliza também dos símbolos estéticos do Bope. Boinas azuis, como são chamados, exibem “ostensivamente” seu arsenal armado e vem divulgando videos de suas operações.

Massacre da Sé

Esse dia 19 foi tirado em memória aos 11 anos do Massacre da Sé, que em agosto de 2004, sete moradores de rua foram brutalmente assassinados com golpes na cabeça enquanto dormiam na região da Praça da Sé, em São Paulo. Ficou conhecido como “massacre da Sé”, tendo repercussão internacional e hoje o MNPR em todo o país chama a sociedade para a questão da sua causa. Onze anos se passaram e ainda a população em situação de rua continua sofrendo com as políticas de higienização social austeras.

Na tarde de ontem, na frente da Catedral de Florianópolis, aconteceu um ato em homenagem a todas as pessoas em situação de rua vítimas de violência. As imagens do ato estão logo abaixo, que teve a presença solidária de entidades, movimentos sociais e da própria população. Evento histórico que só tende a aumentar a força do movimento, para uma perspectiva maior.

Apesar de ter sido modesto, marca a visibilidade e a articulação nacional, dado que na maioria das cidades do país que não estão organizadas, puderam realizar e construir o dia de luta. Importante é o papel das redes de apoio, a presença ajuda a oxigenar a construção do movimento e permite fortalece-lo, tornando-o cada vez mais autônomo e combativo.

Neste ato, representantes da Comuna Amarildo e da Ocupação Palmares estiveram presentes.

Nenhum direito a menos!
Moradia digna e luta pra valer!
Vivo o povo da rua!

FRENTE AUTÔNOMA DE LUTA POR MORADIA

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MANIFESTAÇÃO DO MOVIMENTO DE POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA – MNPR/SC

DIA DE LUTA DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA

FLORIANÓPOLIS, QUARTA ÀS 15:00

CHAMADA PARA APOIADORES DA GRANDE FLORIANÓPOLIS, POVO DE RUA PRECISA DA SOLIDARIEDADE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Amanhã às 15hs na frente da Catedral de Florianópolis o Movimento da População em Situação de Rua fará um ato que visa fortalecer a população pela garantia dos seus direitos contra medidas de higienização do poder público e das lógicas de exclusão dos centros urbanos. Por mais banheiros, por um Centro Pop verdadeiramente do povo, por mais refeições, por moradia, por trabalho e saúde.

Todxs na luta!

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PM: “Assim formam-se os monstros”

Nós divulgamos a entrevista na íntegra de um ex-PM do RJ que é a favor pela desmilitarização da polícia.

Seu testemunho é forte. Todxs que trabalham por outros valores, outro mundo, seja nas periferias, nos movimentos sociais, sabemos qual é a natureza desta entidade que merece cada vez mais ser exposta.

Fonte: http://outraspalavras.net/outrasmidias/capa-outras-midias/pm-assim-formam-se-os-monstros/

 

Soldado aprisionado no Rio narra como polícias militares contróem, desde a escola de “preparação”, cultura de violência, desprezo pelos pobres e promiscuidade com crime

Por Ciro Barros, na Pública

Com quase dois metros de altura, mais de 100 quilos entre músculo e alguma gordura, o ex-soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Rodrigo Nogueira Batista, de 33 anos, é um “monstro” como a gíria popular classifica os brutamontes do tamanho dele. A orelha esquerda estourada pelos tatames de jiu-jitsu e o nariz meio torto ajudam a compor a figura do ex-PM preso em Bangu 6 (Penitenciária Lemos de Brito). Essa prisão, destinada prioritariamente a ex-policiais, bombeiros, agentes penitenciários e milicianos, faz parte do Complexo Penitenciário de Bangu, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro. Preso desde novembro de 2009, Rodrigo foi condenado pela Justiça Militar a18 anos por furto qualificado, extorsão mediante sequestro e atentado violento ao pudor e a 12 anos e 8 meses no Tribunal do Júri por tentativa de homicídio triplamente qualificado.

Segundo a condenação judicial, Rodrigo e seu então parceiro, o cabo Marcelo Machado Carneiro, abordaram a vendedora ambulante Helena Moreira na descida do Morro de São Carlos, onde ela morava. Ela iria à estação de metrô Estácio, no bairro do Estácio de Sá, Rio de Janeiro, e levava na bolsa R$ 1.750. Os policiais a revistaram, roubaram a quantia em dinheiro e sequestraram Helena pensando que ela fosse mulher de algum traficante. Segundo a decisão do juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira, os PMs mantiveram a vendedora por quatro horas sob cárcere privado, onde ela foi agredida e “constrangida a praticar atos libidinosos” antes de ser atingida por um tiro de fuzil no rosto, que teria sido disparado por Rodrigo. Ainda segundo a sentença, a vítima se fingiu de morta após a sessão de tortura e foi à delegacia dar queixa. Rodrigo recorreu da sentença no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele afirma não ter cometido o crime pelo qual foi condenado, mas diz com todas as letras que “não é inocente”,  cometeu “outros erros” como policial, que ele não quer detalhar para não complicar sua situação.

Ele é autor do livro “Como Nascem os Monstros”, da Editora Topbooks, um brutal “romance de não-ficção”, em que mistura suas próprias histórias às histórias de outros colegas, casos de repercussão na crônica policial e “causos” da corporação. No livro, Rodrigo descreve com consistência a transformação de um jovem comum, com vagos ideais de defesa da sociedade e combate ao crime, em um criminoso fardado que usa de sua posição para matar, sequestrar, extorquir e prestar serviços à milícia. O resultado é um quadro aterrador de achaque de oficiais aos recrutas, corrupção dos batalhões e uma ácida interpretação da visão da sociedade em relação à polícia.

58º Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia – CONEA, em Florianópolis

A Frente Autônoma de Luta por Moradia estará presente no 58º Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia – CONEA, em Florianópolis. O evento que ocorre anualmente é o maior espaço organizado pela FEAB que reúne estudantes de agronomia de todas as regiões do país.

O tema deste ano é “Os Desafios do/a Engenheiro/a Agrônomo/a nas Transformações da Agricultura no século XXI – De onde viemos? para onde vamos?”, onde a FALM debaterá a perspectiva da luta por moradia na Grande Florianópolis e seu contexto social, geográfico e político.

No sábado haverá o debate sobre moradia, onde estarão presentes as ocupações da Amarildo e da Palmares, ambas em sítio de resistência ao contexto urbano e rururbano da região.

Na segunda-feira, acontecerá na Ocupação Palmares uma troca solidária de experiências entre os estudantes e a comunidade, na construção de um espaço coletivo e comunitário, além de mutirão de limpeza, horta e exibição de filmes sobre moradia.